Melancolia

“Como encontrar o caminho de volta para casa? O lugar onde está meu conforto, onde sei o que é meu, onde sei que sempre estará aquecido, onde sempre encontrarei pessoas queridas…

Não sei como voltar, agora tenho que seguir. Olho para frente e vejo uma longa estrada e muitas outras que se ramificam lembrando uma folha verde e grande numa manhã de chuva; olho para trás e vejo as coisas se perderem, ficando cada vez mais longe – pessoas, lugares, ocasiões -; olho para os lados e as árvores passam tão rapidamente que so consigo ver com calma o “longe”, esse sim passa devagar, inacessível a mim.

Onde estou agora? Eu ainda não sei nem para onde estou indo. Estou triste, confusa, sem bússola _ também, a essa altura quem precisa de uma? _  Estou na plataforma, estou no pear, estou no embarque, estou à beira de um abismo… estou indo para tão longe que as asas do beija-flor pode me levar. Alias, beija-flor é o meu segundo pássaro preferido, o primeiro é a coruja, mas ela não voa tão rápido nem tão alto e é tão linda, essa não é uma informação desnecessária, é para você se lembrar de mim caso veja algum desses bichos. Posso não vê-los mais.

Tenho sonhado bastante com lindos lugares, mas para chegar até eles sempre enfrento algum perigo e o engraçado é que nunca estou só, sempre há alguém comigo para me ajudar ou para nos ajudarmos. Ainda não sei o que isso quer dizer. Há muito não sei de muita coisa, estou esquecendo até o meu nome.”

Esse trecho parece uma despedida. E é como despedida que é para ser visto, pois é assim que me sinto quando te vejo. Encerrando o jogo, finalizando tudo, abandonando o barco, tão egoísta, tão miserável, entregando-se ao nada, partindo aos poucos… Enquanto gritamos por você _ Lute! Nade! Vamos, pegue a minha mão! Respire! _, você se envaidece do sentimento de perda ao qual se entrega e diz: “Pronto, chega, este é o fim e é assim que deve ser!”. Nós não paramos de gritar, quando um cansa o outro recomeça, e você se faz de “surdo-mudo” e agora, “cego”.

Entendo a sua escolha, não a aceito. Queremos todos voltar para casa, para o abraço quente de quem nos ama, de quem nos cuida. Esta ficando difícil cada vez que pensa em desistir, até para nós.

Ano novo, vida nova, quase tudo novo… E muitas novidades…

Há algum tempo que não dou as caras por aqui. Achei até que já tinha perdido minha conta! Rss. Mas agora eu voltei!!!

Muita coisa aconteceu nesses últimos dias, mudanças historicamente importantes. Não sei as proporções, se são boas ou ruins, ou até que ponto cada uma dessas mudanças vai influir diretamente na minha vida, na sua vida ou na vida de alguma daquelas pessoas que moram nas ruas, em algum ponto do sertão nordestino, na floresta Amazônica, nos casarões, pequenos grandes castelos, sei lá.

Será que o índice de violência vai abaixar? Bem, ficou provando, recentemente, que se houver boa-vontade da parte dos governantes, sim! Será que a saúde vai continuar em decadência? Bem, enquanto nossas autoridades tiver meios de se tratarem em hospitais particulares  que oferecem todos os métodos possíveis de bem-estar…. hummmm, acho muito difícil. Esse ponto merece bem mais que boa-vontande, carece honestidade, piedade, amor ao próximo e menos amor ao dinheiro… pense você, é possível?

As coisas ainda estão se encaixando e começando a se normalizar, para quando o carnaval chegar o Brasil dar uma paradinha rápida, afinal é carnaval, tudo vira festa, aliás, esse país é uma festa. Acontece uma palhaçada atrás da outra, só que, nós é que estamos fazendo “papel de palhaço”. Alguma coisa se inverteu nessa história e eu não gosto disso.

Gente, sempre foi assim. Desde quando o Brasil foi descoberto que é uma pessoa tentando passar a perna na outra, fazendo valer os seus interesses particulares. E “ai” de quem se atrever a entrar na frente!! Ahhh, Brasil, um país novo, praticamente na puberdade, a adolescência vai ser muito complicada. Há quem diz que o Brasil é um país adolescente, mas eu não acredito, ao invés, parece que as pessoas estão cada vez mais com a “cabeça menor”. Ninguém tem um ideal de vida, elas simplismente…. vivem. Sem “quê” nem “pra quê”, não acreditam nem nelas mesmas! Ora, tem que padecer mesmo! É preciso garra, vontade de se sentir vivo, nascer ou morrer por alguma coisa em pról dos “seus” (povo, tá gente? é bom deixar claro: “seus”=povo, gente, pátria). E não é porque meu vizinho não se importa que eu também não vou me importar, pelo contrário, ai é que tem que se mobilizar.

É preciso refletir sobre as notícias que chegam até nós. Não dá mais pra ficar de braços cruzados achando que não tem mais jeito. É por isso que nossos governantes fazem o que fazem, nós passamos para eles a imagem de que nada tem conserto, mas eles sabem que nós temos a força, e fazem de tudo pra essa força continuar adormecida.

Agora, isso tem que mudar! O pesadelo tem que acabar. Coragem, povo! Avante, gente! O Brasil somos nós, não vamos deixar que façam a nossa gente de palhaço porque isso aqui não é um circo!!!!

QUEM SABE UM DIA ME LEVAM A SÉRIO, NÃO É?

(Ao som dos Engenheiros do Havai…)

Uma certa vez, em visita à minha cidade, no sudeste baiano, quando falei a um grupo de amigos  que acompanha as ações do Greenpeace e que apoiava as causas defendidas pela ong.,  alguns chamaram-me de “ambientalista radical”, outros nem sabiam da existencia dessa ong. e o que defendiam. Então, expliquei o que era, de onde vinha e o que denfendia; inclusive falei a respeito da mina de urânio em Caetité (cidade quase visinha), do protesto organizado pelo greenpeace, diocese e orgão público de justiça contra a extração do “material que provoca radioatividade” pela INB – Industrias Nucleares do Brasil e suas consequencias, considerando irregularidades e descaso com os riscos causados à população e ao meio ambiente. Resultado: ninguém daquela região havia se atinado para tal perigo, ou melhor, eles até desconheciam o fato.

No entanto, isto so dá mais vontade de protestar. A falta de conhecimento e informação daquele povo tem ajudado os “grandes” a fazerem fortuna e levarem o fato na base do “nóis ajeita! Calma que tudo dá certo no final! De qualquer maneira vai dar certo”. É inadmissível!!!

Não basta os ambientalistas gritarem em praça pública, padre ser preso por protestar, canais de TV exibirem reportagens denunciando vazamentos e irregularidades das empresas que exploram urânio, relatórios e mais relatórios mostrando mais irregularidades, não basta revistas e jornais exibirem em suas páginas o crime que, entre outras empresas, a INB comete em Caetité/BA. E como se não bastasse, agora há denuncia de desvio de “apenas” R$39 milhões pela Eletronuclear de uma verba que deveria ir para o fundo de prevenção de acidentes em “gastos operacionais da usina”.

A revista IstoÉ (www.istoe.com.br) de 18 de agosto/10, ano 34, nº2127, traz uma repostagem nas páginas 54 e 56, intitulada “Descontrole atômico”, mensionado que “fiscais da Comissão Nacional de Energia Nuclear acusam o orgão de desrespeito às normas de segurança e má destinação de verbas públicas”. Segundo a reportagem há um dossiê que ameaça a cúpula do programa nuclear brasileiro. Detalhe: observem que os fiscais que elaboraram o dossiê é da própria comissão (CNEN).

É, vale a pena ler reportagem!

A INB, aquela que atua em Caetité, não respeita nada e nem ninguém, pelo contrário, faz pouco caso, ignora as pessoas simples daquela região, gente desprovida do respeito de seus governantes. E quem deveria fiscalizar isso também está com irregularidades.

Enquanto isso, estou cada dia trabalhando a proposta de ser um “ambientalista radical” de verdade. Eu sei o que eu digo e não falo nada “pelas cucúias”, se falo é porque achei fundamento. Por tanto quando falo que a região do sudoeste baiano e norte mineiro está à beira de uma grave contaminação por conta da extração de urânio, acreditem em mim.

VEJA isso!!!

“Deve ser saudado, portanto, a notícia de que o governo conseguiu fazer na semana passada o leilão que selecionou o consórcio que vai construir e administrar  a usina, apesar da gritaria (em boa medida, sem nenhuma base) dos ambientalistas de ocasião.” Sic

A revista Veja esta semana, nº17, anunciou em sua capa, na parte superior, um tema que de início julguei interessante: “Amazônia – como produzir eletricidade sem destruir”.  Empolgada, antes de abrir a revista, pensei: “Olha, isso vindo da revista Veja é de se admirar. Ela que é sempre do contra, as vezes não informa, apenas diz o que o jornalista pensa a respeito do tema da matéria, como aconteceu com a matéria de capa em que o aniversário de morte de Che Guevara, se não me falha a memória, era a notícia. O repórter se prolongou nas longas páginas para falar mal do revolucionário esquecendo-se de transmitir a informação que diga-se de passagem, era o que interessava. Isso para não falar de outras reportagens. Mas, de repente, continuei a pensar, desta vez tenham deixado a insanidade de lado”. (risos). Eu é que deveria estar insana se acreditasse nisso!!

O primeiro parágrafo deste texto dá sequencia à informação descrita a respeito das riquezas hidrográfica do norte do país e seu potencial hidrelétrico, do motivo da falta de investimento na mesma região para construção da usina (que é de alto custo), colocando esta opção – usina hidrelétrica – como a menos poluente e mais barata do que a termoelétrica. Prossegue na matéria a falta de planejamento e no decorrer da reportagem não cita em nenhum momento o impacto ambiental e o motivo pelo qual os ambientalistas “de ocasião” lutaram tanto para que esse leilão não acontecesse. Num canto esquerdo superior da página 92 há um quadro que consta opções de energia disponíveis, renováveis e não-renováveis, e seus potenciais.

Agora, voltem ao tema da reportagem: “Amazônia – como produzir eletricidade sem destruir”, pergunto: sem destruir o que mesmo? Não consegui compreender a relação manchete-reportagem.

Que opção nos foram apresentadas?

A revista Veja deveria expor também os problemas que esse projeto irá causar, seus benefícios/malefícios; outros meios de se obter energia, seus custos, benefícios/malefícios e impactos. Mas parece que não é muito interessante. É um absurdo o que determinados meios de comunicação fazem com as notícias, com os fatos, o sensacionalismo em cima de desgraças humanas, catástrofes, incidentes e acidentes, e um projeto desta magnitude não chega a ser mencionado, explicado, debatido. Volto a dizer: o povo brasileiro não sabe, mas nós é que vamos pagar a conta enquanto a Floresta Amazônica padece mais uma vez por uma luta acirrada pelo poder.

Deixo uma dica: Que tal se os jornalistas da revista, ao invés de sair falando qualquer coisa, pedirem aos ambientalistas “de ocasião” as informações necessárias para concluir a matéria com louvor? Quem sabe não compreendemos realmente como produzir energia sem destruir!

Brasília… Belo Monte… e outras coisas mais!

Cheguei a conclusão de que  o poder é maravilhoso. Não foi à toa que o presidente Lula, na melhor das intenções – a de testar sua popularidade –, deixou correr o boato de uma “possível” (re)reeleição. Justo ele que acreditava que reeleição não era bom, mas o “povo quis” que ele permanecesse, como se ele não quisesse também. Admito que achei prudente, afinal, dos piores  que venha o melhorzinho. Mas agora ficou muito sério: o tal mosquitinho deve ter picado o Lula, a Dilma e o Serra. Se bem que o mosquitinho já havia picado o Serra, o Aécio e o Alkim (poxa, é assim que se escreve o nome desse cara?!), só que eles, cobras criadas, não sei porquê, não tiveram os seus dias de glória na presidência (será por quê, não é?!) e tomara que não tenham. Hummm, esta é outra história.

O fato é que o Lula quer a todo custo que Dilma vença as eleições e para isso alguém tem que pagar a conta e adivinha só quem vai pagar? Nós é que vamos pagar a conta! E não é só isso, o preço ainda é mais alto para o meio ambiente.  Afinal, a maior usina hidrelétrica “tem que sair de qualquer maneira”, ou a Dilma corre o risco de tornar-se a primeira presidenta do país. Que irônico: ele quer fazer sucessor!!!!!

Como poucos sabem ainda estamos pagando as contas da obra arquitetônica astronômica de Brasília -  astronômica nos custos da obra quanto em sua arquitetura – a capital da República que pode ser chamada de Capital da Corrupção e completou 50 anos. Devo parabenizar a quem mesmo por esse feito? JK? Brasília? Povo brasileiro? Desculpe-me, mas a ninguém!!!

Brasília é um poleiro de corrupção e “piadinhas”. Que vergonha!!!!

Ihhhh, estou mudando de assunto novamente!

Aonde eu quero chegar é que assim como Brasília, Belo Monte, ou melhor, a Usina Hidrelétrica de Monte Belo, também, diga-se de passagem, é um projeto astronômico , vai gerar dívida para o povo brasileiro pagar. Isso para atender a um “capricho” de nosso presidente. (risos). E o pior é que a maioria de nós, grandiosa maioria, não abe disso.

Agora, muito me admira o fato de um presidente que “defende” a Floresta Amazônica com tanto afinco deixar que uma área enorme da mesma seja alagada por uma usina que na verdade vai gerar energia para duas empresas privadas que vão degradar a floresta ainda mais.

Espere ai, estão querendo enganar quem?

Se for para ajudar aquela região a “crescer “, ótimo, concordo, mas que seja com planejamento, responsabilidade e sustentabilidade e não de qualquer jeito, às pressas. Há outras opções de gerar energia com planejamento, responsabilidade e sustentabilidade.

Incentivem as escolas, faculdades, universidades, ONGs, pessoas físicas, empresas privadas a fazerem projetos sustentáveis para ser aplicados naquela região. Pode ser uma boa sugestão.

(Só que esses projetos não darão conta de “sustentar” empresas privadas gigantescas da maneira como se espera. Ahh, que pena!!!!)

Portanto, deixo o apelo antes que seja muito tarde: prestem muita atenção em nossos políticos e seus projetos de leis; não votem no menos pior , não votem em ninguém se for o caso. Vamos protestar, tirar esses inconseqüentes irracionais do poder, não vamos permitir que eles caçoem de nossa cara, não permitiremos que pisem em nosso pé e que façam de nossa casa uma zona; não deixaremos que façam o que bem entenderem de nossas matas em nome de um “progresso” que só beneficia os já tão providos de bens, deixando os pobres ainda mais pobres. Chega hipocrisia. O Brasil é um país maravilhoso, mas mal administrado, mal informado, com educação e saúde de qualidade vergonhosa, e se não abrirmos os olhos, com um povo manipulado como marionetes.

É preciso lutar por um país melhor!

Férias… O que se tem pra fazer?

Neste período de férias há uma preocupação em ocupar o tempo ou em não ocupar de forma nenhuma… Procuramos filmes, passamos horas na frente da TV procurando algo que de fato nos pareça importante.

Na tentativa absurda das emissoras de nos atrair há uma “chuva” de clichês, materias de ostentações, filmes que se repetem há décadas, programas de auditórios feitos para pessoas com “cabeça” de uns…. dez anos atraz. Há todo tipo de incentivo principalmente ao consumo.

Sinto falta de muita coisa neste período, mas uma me chama mais atenção: ver pessoas lendo, procurando livros de aventuras, porque por mais que a tecnologia surpreenda não há nada mais fascinante que um livro que chame tanto a atenção que te impeça de sair, que te “prenda” até a madrugada e so te deixa dormir porque seus olhos já não dão conta de acompanhar as linhas cheias de letras e enviar ao seu cérebro a informaçõ.

A leitura deve ser um prazer e não uma obrigação!

É preciso compreendermos, darmos conta da capacidade de decifrar códigos – letras e números – é surpreendentemente fascinante…

Ainda há, acredite!

Ainda há pessoas em quem se pode confiar, pessoas que se pode esperar coisas sinceras, amizade e amor incondicional. Ainda há gente com coragem de remar contra a maré, contra e a favor das que não acreditam e das coisas que acreditam. Ainda há pessoas que pensam em construir um mundo melhor melhorando a si mesmos primeiramente. Ainda há profissionais preocupados com o que fazem e como podem melhorar.

 Ainda há jardins. Ainda há flores nesses jardins cultivadas com as mãos humanas, regadas todos os dias trazendo as borboletas e beija-flores. Ainda há plaquinha de “não pise a grama” colocada respeitosamente para os que não temem em destruir o quintal alheio.

Ainda há um céu estrelado que todos os dias está ao alcance de nossos olhos. Ainda há a lua para agraciar a noite calorosa e ainda há algum violeiro para acompanha-la.

Ainda há muita coisa boa, mas não sei por quanto tempo isso pode existir!

A escolha é você quem faz!

Hoje ouvi uma coisa que muito me incomodou: “se você não estudar você vai ter um emprego ruim!”.

Mas afinal, o que é emprego ruim? Existe algum?

Por acaso é um emprego que se dá duro e recebe pouco? Ou o que recebe-se muito mas que não te dá tempo para gastar o fruto de seu “suor”?

Desde que me entendo por gente sei que todo emprego honesto é digno e é um bom emprego. Sei também que há muitas pessoas que muito fazem e não são reconhecidas como deveriam ser. Sei que há pessoas que são infelizes pelo simples fato de, ou a vida não ter dado oportunidade ou não ter tido coragem pra lutar pelo que sempre quis, ou ainda porque trabalham tanto que não tem tempo pra si mesmo.

Acho estudar importante, claro que é, alias, é fundamnetal! Mas tão importante quanto, é saber o que te faz feliz: se catar lixo pela rua te faz feliz, faça isso – estará ajudando a salvar o planeta; se ser um executivo te faz feliz, seja; se ser ator te faz feliz, seja; se pitar paredes te faz feliz, pinte.

Gosto de dizer que ser professor é uma filosofia de vida. Por que digo isso? É um trabalho maravilhoso mas muito mal remunerado e desvalorizado. Ser professor nos dias de hoje é vencer tantos desafios principalmente contra a própria sociedade, de quem deveria receber total apoio. 

Os “grandes tubarões” não querem pessoas pensantes e cheias de idéias, eles querem pessoas que seguem em frente por seguir, sem filosofia de vida, sem objetivos, sem vontade de lutar. Não querem pessoas felizes porque pessoas felizes são independentes, livres… e isso é um perigo. É mais fácil ter pessoas dependentes.

Assim, existe vários trabalhos difíceis que exigem coragem, porque o salário é pequeno, e esse é so um dos desafios.  Agora você é quem deve escolher o que você quer para a sua vida: viver de ilusões? Vá em frente. Ou viver de realidade, enfrentando todos os dias com coragem os desafios que a vida coloca na sua frente?

Ser feliz não é questão de sorte, é questão de escolha!!!

Pisos…

- E ai? O que você achou?

Nada respondi. Referiam-se a um piso colorido que por um motivo especial foi escolhido a dedo: o de agradar. Fiquei refletindo por alguns minutos, olhando pra a sala, agora tão estranha a mim. Mas os olhos brilhavam de tanta ansiedade por minha resposta.

- E ai? Não vai dizer nada?

A sala continuava “estranha”, mas me veio a mais sincera das respostas:

-Está muito bonita! É melhor do que imaginei – disse docimente sorrindo e olhando em seus olhos.

De fato era muito bonita…  ante de tudo a maneira como ela tentava agradar todo mundo, inclusive a mim. A sua sala estava desageitada, feia, e ela queria inovar, ousar, e fez tudo sozinha pra surpreender (e conseguiu!), mas as reações dos outros eram estranhas, magoava de certa forma, deixava-a sem graça e nervosa. Mas sua simplicidade era tão linda, sua boa vontade era tão desponível!

Doi magoar. Não menti, so dei uma resposta confortável e carinhosa à pergunta que me fizeram.

Piso, era só um piso! Poderíamos trocar quando bem entendéssemos, mas quando pisamos em alguém, ahhh esse “piso” é irremovível. E agora quando alguém diz: “Nossa, preferia um outro!”, ela responde: “Quem importa? Ela gostou!!”

Não é difícil fazer os outros sorrirem, não é preciso mentir, as vezes é bom omitir. Principalmente quando tentam nos agradar, quando nossa opinião conta tanto, tem grande importância. Não menti e além do mais a sala nem é minha. Mas é como se fosse!!!

É claro que gostei, é de fato inovador, ousado, moderno… e para os desavisados, ela tem olhar clínico e sabe estabelecer tendências. Sai do comum, sai das regras e provoca a maneira de pensar!!! Amei! Claro que amei!!!

Temos algo em comum: somos diferentes!

Há quem diga que a diferença é a salvação do mundo. Já pensou que terrível seria se tudo fosse igual?  Se fossem sempre as mesmas idéias, as mesmas roupas, os mesmos perfis… definitivamente não sairíamos do lugar, não haveria progresso e ainda teríamos um comportamento de “zumbi”. Há um outro lado, diga-se de passagem, bastante hipócrita, que é construido por pessoas, hummm digamos bastante “rudes” em sua empreensão de mundo, que não aceitam o quanto o fator das diferenças é impotante e acabam por ignorar pessoas que pensam diferente, que agem diferente, que falam diferente, que tem raça e cor diferentes da que acham que é “conveniente”. Agora pergunto: e se essas pessoas estivessem vivendo o inverso? E se fosse elas sendo consideradas os diferentes? E agora? Bem, cada um com seus problemas… (mas não é simples assim não, fechar os olhos e pronto!).

A diferença é tão interessante que até no amor torna-se um “fator de risco” - aliás, o amor é a compreensão e aceitação incondicional do diferente . Entenda-se por fator de risco a sensação de desconforto que a necessidade de que o outro tem que ser igual/concordar com as mesmas coisas/ter as mesmas opiniões provoca nos interessados em um relacionamento e a dificuldade de chegarem a uma conclusão uma vez que cada um quer sobrepor a sua vontade como única e absoluta – perdendo a chance de um diálogo puro e honesto -, colocando assim em risco um relacionamento que pode ser muito produtivo se compreenderem a necessidade que o ser humano tem de completar e ser completado. Amar doe demais, não é fácil, mas tem uma recompensa inestimável.

Deixe-me explicar essa relação confusa. A própria Bíblia, no livro do Gênesis, conta a história da criação do mundo, dos seres vivos, principalmente dos seres humanos. Quando Deus cria o homem, vê a necessidade de criar também uma companheira, então cria a mulher tirando uma costela do próprio homem, tirando a “carne” da criatura para criar a sua companheira, quer dizer, carne de sua carne para que se completem. É como se todo homem tivesse a sua costela, a sua “carne” solta por ai, esperando para ser encontrada, a cara-metade, a outra parte da laranja… Embora haja muita diferença entre a compreensão do homem e da mulher a cerca de alguns assuntos, eles devem se completar. Prova disso é que a mulher tende a ser muito mais sensível do que o homem, por exemplo. Dizem que o homem é a razão e a mulher é coração, emoção; definitivamente, para que um complete o outro, para que um seja equilíbrio do outro.

Ainda essa semana, li em uma revista feminina (“Os opostos realmente se atraem”. Marie Claire. setembro/2009. nº 222, pag. 186) uma nota cientificamente comprovada – olha a ciência confirmando o que a Bíblia já dizia - que as pessoas tendem a escolher para seus parceiros pessoas totalmente diferentes do que são e do que esperam do parceiro que consideram ideal. As pessoas organizadas querem pessoas organizadas, mas escolhem as mais bagunçadas possíveis. E isso, segundo a reportagem, é uma “questão de gene” (não que seja esse o exemplo dado na reportagem). Olha, que surpresa, não? Não, não é surpresa nenhuma. Se fomos criados para um completar o outro, que fundamento há em escolher para viver o resto da vida uma pessoa que é igualzinha a mim? Em que isso iria acrescentar em mim como ser humano? Acredito que nada. É claro que eu não vou procurar uma pessoa que é totalmente contrária a mim em quesitos básicos, temos que chegar a uma conclusão nisso. Tenho que definir para mim o que quero que uma pessoa que vai passar o resto da vida ao meu lado seja: honesto, bom carater, determinado. Agora se ele gosta de chocolate e eu de morango, podemos ver isso.

Só há um outro detalhe importante: as pessoas não tem ou não sabem conviver com isso. Não “aguentam” as frustações. Costumanos “vestir” as pessoas da forma que gostariamos que elas fossem e quando se mostram “despidas”, quando mostram que tem uma história e que por isso agem diferente, nos decepcionamos com elas, e consequentemente a regeitamos, a excluímos de nosso círculo de amizade, de nosso meio taxando-a de ruim, de falso, ou até, de uma péssima influência.

Vejam o quanto não aprendemos a amar o diferente e quanto não temos consciência de que também somos diferentes aos olhos dos outros. Não vou dizer que é fácil, porque não é. É tudo questão de atitude, de amor, de acolhimento, de se reconhecer como Ser Humano dotado de emoções, sentimentos, medos, dores, alegrias, história. Não queira ser igual a ninguém, seja livre, crie sua liberdade buscando quem e o que você deseja ser. Viver é muito bom, e viver com sabedoria é melhor ainda! Como é bom ser diferente!!!!

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