Pisos…
30 set 2009 Deixe um comentário
- E ai? O que você achou?
Nada respondi. Referiam-se a um piso colorido que por um motivo especial foi escolhido a dedo: o de agradar. Fiquei refletindo por alguns minutos, olhando pra a sala, agora tão estranha a mim. Mas os olhos brilhavam de tanta ansiedade por minha resposta.
- E ai? Não vai dizer nada?
A sala continuava “estranha”, mas me veio a mais sincera das respostas:
-Está muito bonita! É melhor do que imaginei – disse docimente sorrindo e olhando em seus olhos.
De fato era muito bonita… ante de tudo a maneira como ela tentava agradar todo mundo, inclusive a mim. A sua sala estava desageitada, feia, e ela queria inovar, ousar, e fez tudo sozinha pra surpreender (e conseguiu!), mas as reações dos outros eram estranhas, magoava de certa forma, deixava-a sem graça e nervosa. Mas sua simplicidade era tão linda, sua boa vontade era tão desponível!
Doi magoar. Não menti, so dei uma resposta confortável e carinhosa à pergunta que me fizeram.
Piso, era só um piso! Poderíamos trocar quando bem entendéssemos, mas quando pisamos em alguém, ahhh esse “piso” é irremovível. E agora quando alguém diz: “Nossa, preferia um outro!”, ela responde: “Quem importa? Ela gostou!!”
Não é difícil fazer os outros sorrirem, não é preciso mentir, as vezes é bom omitir. Principalmente quando tentam nos agradar, quando nossa opinião conta tanto, tem grande importância. Não menti e além do mais a sala nem é minha. Mas é como se fosse!!!
É claro que gostei, é de fato inovador, ousado, moderno… e para os desavisados, ela tem olhar clínico e sabe estabelecer tendências. Sai do comum, sai das regras e provoca a maneira de pensar!!! Amei! Claro que amei!!!
Temos algo em comum: somos diferentes!
01 set 2009 Deixe um comentário
Há quem diga que a diferença é a salvação do mundo. Já pensou que terrível seria se tudo fosse igual? Se fossem sempre as mesmas idéias, as mesmas roupas, os mesmos perfis… definitivamente não sairíamos do lugar, não haveria progresso e ainda teríamos um comportamento de “zumbi”. Há um outro lado, diga-se de passagem, bastante hipócrita, que é construido por pessoas, hummm digamos bastante “rudes” em sua empreensão de mundo, que não aceitam o quanto o fator das diferenças é impotante e acabam por ignorar pessoas que pensam diferente, que agem diferente, que falam diferente, que tem raça e cor diferentes da que acham que é “conveniente”. Agora pergunto: e se essas pessoas estivessem vivendo o inverso? E se fosse elas sendo consideradas os diferentes? E agora? Bem, cada um com seus problemas… (mas não é simples assim não, fechar os olhos e pronto!).
A diferença é tão interessante que até no amor torna-se um “fator de risco” - aliás, o amor é a compreensão e aceitação incondicional do diferente . Entenda-se por fator de risco a sensação de desconforto que a necessidade de que o outro tem que ser igual/concordar com as mesmas coisas/ter as mesmas opiniões provoca nos interessados em um relacionamento e a dificuldade de chegarem a uma conclusão uma vez que cada um quer sobrepor a sua vontade como única e absoluta – perdendo a chance de um diálogo puro e honesto -, colocando assim em risco um relacionamento que pode ser muito produtivo se compreenderem a necessidade que o ser humano tem de completar e ser completado. Amar doe demais, não é fácil, mas tem uma recompensa inestimável.
Deixe-me explicar essa relação confusa. A própria Bíblia, no livro do Gênesis, conta a história da criação do mundo, dos seres vivos, principalmente dos seres humanos. Quando Deus cria o homem, vê a necessidade de criar também uma companheira, então cria a mulher tirando uma costela do próprio homem, tirando a “carne” da criatura para criar a sua companheira, quer dizer, carne de sua carne para que se completem. É como se todo homem tivesse a sua costela, a sua “carne” solta por ai, esperando para ser encontrada, a cara-metade, a outra parte da laranja… Embora haja muita diferença entre a compreensão do homem e da mulher a cerca de alguns assuntos, eles devem se completar. Prova disso é que a mulher tende a ser muito mais sensível do que o homem, por exemplo. Dizem que o homem é a razão e a mulher é coração, emoção; definitivamente, para que um complete o outro, para que um seja equilíbrio do outro.
Ainda essa semana, li em uma revista feminina (“Os opostos realmente se atraem”. Marie Claire. setembro/2009. nº 222, pag. 186) uma nota cientificamente comprovada – olha a ciência confirmando o que a Bíblia já dizia - que as pessoas tendem a escolher para seus parceiros pessoas totalmente diferentes do que são e do que esperam do parceiro que consideram ideal. As pessoas organizadas querem pessoas organizadas, mas escolhem as mais bagunçadas possíveis. E isso, segundo a reportagem, é uma “questão de gene” (não que seja esse o exemplo dado na reportagem). Olha, que surpresa, não? Não, não é surpresa nenhuma. Se fomos criados para um completar o outro, que fundamento há em escolher para viver o resto da vida uma pessoa que é igualzinha a mim? Em que isso iria acrescentar em mim como ser humano? Acredito que nada. É claro que eu não vou procurar uma pessoa que é totalmente contrária a mim em quesitos básicos, temos que chegar a uma conclusão nisso. Tenho que definir para mim o que quero que uma pessoa que vai passar o resto da vida ao meu lado seja: honesto, bom carater, determinado. Agora se ele gosta de chocolate e eu de morango, podemos ver isso.
Só há um outro detalhe importante: as pessoas não tem ou não sabem conviver com isso. Não “aguentam” as frustações. Costumanos “vestir” as pessoas da forma que gostariamos que elas fossem e quando se mostram “despidas”, quando mostram que tem uma história e que por isso agem diferente, nos decepcionamos com elas, e consequentemente a regeitamos, a excluímos de nosso círculo de amizade, de nosso meio taxando-a de ruim, de falso, ou até, de uma péssima influência.
Vejam o quanto não aprendemos a amar o diferente e quanto não temos consciência de que também somos diferentes aos olhos dos outros. Não vou dizer que é fácil, porque não é. É tudo questão de atitude, de amor, de acolhimento, de se reconhecer como Ser Humano dotado de emoções, sentimentos, medos, dores, alegrias, história. Não queira ser igual a ninguém, seja livre, crie sua liberdade buscando quem e o que você deseja ser. Viver é muito bom, e viver com sabedoria é melhor ainda! Como é bom ser diferente!!!!
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